Pênfigo: O que é? Quais os tipos? É contagioso? Descubra!

Pênfigo

Existem algumas afecções da pele que nem mesmo especialistas conseguem identificar o real motivo de elas ocorrerem, o que as desencadeia. Uma delas é o pênfigo que pode trazer bastante transtorno aqueles que são afetados, causando dor e um aspecto bem feio a derme, com aparecimento de feridas e bolhas.

Nesse artigo abordaremos um pouco mais a respeito do pênfigo e suas variações, mostrando como a afecção se desenvolve e as formas de tratamento da mesma.

O que é Pênfigo?

Explicaremos de forma simplificada para facilitar o entendimento, do que é e como ocorre o pênfigo. De incidência rara e definida como uma doença auto-imune, ele se caracteriza pelo aparecimento de bolhas na pele e também mucosas em áreas como genitálias, boca e olhos.

Essas bolhas ocorrem devido a um equivoco do sistema imunológico, que passa a atingir as estruturas da pele que funcionam como material de ligação das células. Dessa forma essa estrutura fica danificada e permitindo a passagem de líquidos, que resultarão na incidência das bolhas cutâneas.

O pênfigo possui variações que se caracterizam pela região de incidência e também pelas características das bolhas, podendo ser dos tipos vulgar, vegetante, foliáceo, eritematoso, bolhoso e paraneoplástico. Abaixo falaremos um pouco mais especificamente dos tipos bolhoso e vulgar, que são os mais comuns.

Bolhoso

Esse tipo de pênfigo é caracterizado pelo surgimento de bolhas avermelhadas e com aspecto rígido, sendo bastante difíceis de serem rompidas. Sua incidência é maior em idosos e ela pode aparecer em qualquer região do corpo, sendo mais comum nos joelhos, virilha e cotovelos.

Vulgar

Já esse tipo de pênfigo é o mais comum de todos, podendo acometer adultos e idosos, sendo bem raro em crianças. Sua principal característica é o aparecimento de bolhas esbranquiçadas, macias e bastante dolorosas, com tamanhos diversos. Lembra a bolha de uma queimadura.

A sua incidência se dá principalmente na região da boca, podendo se espalhar por toda sua extensão e chegando até mesmo a atingir a garganta, o que é um transtorno na hora de se alimentar. Por fim, essas bolhas se rompem e causam feridas que podem levar dias, meses e até anos para cicatrizar.

Pênfigo

É contagioso o Pênfigo?

O pênfigo, apesar de seu um afecção dermatológica grave e de difícil tratamento, não é contagioso. Não sendo necessário que o paciente infectado seja preservado das outras pessoas. Até mesmo no uso dos mesmos itens como roupas, pentes e talheres,não haverá perigo de contágio por terceiros.

Como se pega?

Nesse ponto que está o maior mistério da doença, os médicos e estudiosos não sabem definir ao certo os motivos de o sistema imunológico começar a produzir anticorpos que danificam as estruturas de ligação das células da pele.

Estudos mostraram que fatores como alimentação, estresse e ambiente não influenciam em nada no surgimento do problema. E quando estudado geneticamente, sua hereditariedade foi descartada.  

Contudo foi observado que alguns tipos de medicamentos, raros, podem desencadear o pênfigo. Não sendo essa, nem de longe, a principal causa do surgimento da doença.

Tratamento para Pênfigo

Percebendo o aparecimento de bolhas que possuem as características citadas nesse artigo, a primeira providência a ser tomada é procurar um médico dermatologista. Somente ele poderá identificar com precisão o tipo de pênfigo e o tratamento mais recomendado.

O tratamento geralmente se dá com o uso de corticóides orais e em doses elevadas, atacando intensamente o problema e evitando que o organismo continue produzindo os anticorpos que estão destruindo as estruturas de ligação das células da pele.

Ainda, como forma complementar de tratamento e indicada em alguns casos específicos, o médico poderá orientar o uso de medicamentos imunossupressores, que possuem a função de intensificar a cessação na produção de anticorpos.

Sendo a forma mais eficiente de tratamento do pênfigo, esses remédios, por serem bastante fortes, podem causar diversos efeitos colaterais desagradáveis como elevação da pressão arterial, desenvolvimento de diabetes do tipo 2, inchaço do rosto, retenção de líquidos e até mesmo anemia.

Portanto, durante o tratamento é importante que o paciente faça exames clínicos de urina e sangue com freqüência, para que o médico possa acompanhar outros aspectos da sua saúde, evitando problemas que podem ser desencadeados devido ao uso dos comprimidos.

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